« Até 20 % do faturamento »: a RMC documenta o custo real das consultas não honradas em cabeleireiros e restaurantes, além da saúde
Numa reportagem da RMC, um cabeleireiro com 8 funcionários perde cerca de 5 marcações por semana sem aviso, um restaurador estima a perda em até 20 % do faturamento, e a Doctolib mede até 6,2 % de faltas entre dentistas — prova de que o « coelho » não é um problema de saúde, mas de qualquer negócio que funciona por marcação.
A reportagem reúne números raramente colocados lado a lado. Segundo o sindicato MG France, cerca de 6 milhões de 250 milhões de consultas não são honradas todos os anos entre clínicos gerais, ou seja, 2,5 consultas por semana por médico. A Doctolib detalha por especialidade: 3,4 % entre generalistas e pediatras, 4,5 % nos outros especialistas, 6,2 % nos dentistas. Mas o fenómeno vai muito além da saúde: Mickäel, à frente de um salão de cabeleireiro com 8 funcionários, conta cerca de 5 marcações que « caem » por semana, a ponto de agora exigir um sinal para os serviços mais longos. Stéphane Manigold, restaurador, chega a estimar a perda em 20 % do faturamento nos horários afetados.
O ponto em comum entre todos esses ofícios: um recurso (uma cadeira, uma mesa, um horário de balcão) bloqueado por uma marcação que nunca aparece, sem que nenhum lembrete tenha sido enviado a tempo. É exatamente o mecanismo que o Pack Accueil da AppH visa do lado de uma agência de domiciliação: um lembrete de levantamento de correio, de vencimento de mandato ou de marcação na agência, enviado automaticamente no momento certo, para que a passagem pelo balcão sirva para algo em vez de ficar um horário vazio.
A favor da AppH
- A reportagem mostra, com depoimentos reais e identificados (cabeleireiro, restaurador) e não casos isolados de saúde, que a falta de lembrete custa dinheiro real a qualquer negócio que funciona por marcação — exatamente o perfil de uma agência de domiciliação com seus horários de levantamento ou assinatura.
- O próprio governo francês chegou a propor uma « taxa coelho » por falta de uma solução mais simples: a resposta mais barata e rápida de implementar continua a ser o lembrete automático antes da marcação, não a penalização depois do fato.
Contra / o limite honesto
- A própria RMC esclarece: os números de perda de faturamento na restauração (15 a 20 %) não são verificados, apenas as taxas da Doctolib e da MG France se apoiam em dados medidos.
- Nenhum dos ofícios citados (medicina, restauração, cabeleireiro) é domiciliação de empresas: a ligação com um levantamento de correio ou uma assinatura de mandato continua sendo uma analogia, não um dado próprio do setor.
O detalhe que importa não é o número mais espetacular (20 % de perda para um restaurador, não verificado) mas o mais sólido: um cabeleireiro com 8 funcionários que perde 5 marcações por semana acabou, por confissão própria, mudando sua organização — prova de que o problema é real o suficiente para mudar um comportamento, sem precisar de lei nem de taxa. O lembrete automático no momento certo resolve o mesmo atrito para um horário de balcão em agência.
Revisado por um humano da AppH